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| Terezinha Correa - Voinha |
2. Onde nasceu/ morou na infância?
3. Quais a lembranças que tem do local onde morou?
A minha mãe era aposentada que faleceu anos depois por uma doença que nunca foi identificada. Eu com 7 anos minha irmã mais velha, Maria das Graças apelidada por Gracinha, éramos quem realizavam as atividades domesticas, cuidavam dos demais irmãos e de mãe que já estava muito doente, ficando na maioria das vezes ficava de repouso na cama. Ai não saiamos muito. Para auxiliar na renda da família os irmãos mais velhos trabalhavam.
4. Morou na Av. Caxangá por quanto tempo?
5. Por que?
6. Moraram a onde em Salvador e por que?
7. Em que ano foi?
8. Qual a lembrança que tem do bairro do IAPI?
9. Quem morava no bairro?
Ah! Eram gente distinta, comerciantes e pessoas que trabalhavam em industrias. Mas era bem misto o bairro.
Esta estrada Caxangá sempre foi considerada artéria principal da cidade, ampliando assim o caminho para o interior de Pernambuco. Ou seja, dela saiam diversas ramificações para os demais engenhos de açúcar e povoados dando grande circulações de pessoas, vale ressaltar que neste período só realizava translado com cavalos. Só houve sua pavimentação na data de 25 de maio de 1940, no ano de nascimento de minha avó, neste período já chamava-a de Avenida Caxangá.
Por volta do final do século XVII foi construída uma ponte pelo Rio Capibaribe, que atravessa vários municípios de Pernambuco inclusive a Av. Caxangá na cidade de Recife. Minha avó narra que é na proximidade desta ponte que o rio inundava a região, havendo uma ribanceira próxima na qual as águas do rio desciam com força e invadiam as casas.
O IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários), o conjunto habitacional, citado na entrevista, era o maior da cidade de Salvador no período da década 1951. Com o passar do tempo o conjunto, que terminou se transformando na grande marca do bairro. Hoje, passou a se chamar Condomínio Conjunto Residencial do Salvador, emprestando a sigla IAPI para denominar o bairro.
É considerado um dos bairros de classe-média que inicialmente foi dividido em duas partes Jardim Vera Cruz e Jardim Eldorado, ambos localizados próximo ao atual final de linha. O destaque vai para o Jardim Eldorado onde moram a maior parte de famílias de classe alta do bairro, é lá que mora o Vovó do Ylê Ayê e a Família Rocha uma das mais tradicionais e ricas da região.








